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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Por fim


Nossos colunistas são convocados a emitir suas últimas palavras de 2016.


- Neste verão, você me encontrará... sonhando que o sol nasceu quadrado para os políticos de Brasília citados na Lava Jato.

- Melhor coisa de estar vivo em 2016: ler o livro de Adriana Calcanhoto, "Pra que é que serve uma canção como esta".


- Pior coisa de estar vivo em 2016:
 ter a sensação de que perdemos 20 anos ou mais... Afinal, quando é que o Brasil vai perceber a importância da arte e educação?


- Texto que adorei ter lido no MM em 2016:
 "Quarteto em Sol Menor"




- Neste verão, você me encontrará... onde não houver sinal de internet.

- Melhor coisa de estar vivo em 2016:
 t
estemunhar a História do Brasil.

- Pior coisa de estar vivo em 2016: testemunhar a História do Brasil.

- Texto que adorei ter lido no MM em 2016: "Longo tempo de Quaresma". Um artigo que identificou um personagem centenário que ainda resiste, porque o homem sempre vai acreditar. E quem acredita sempre se decepciona.



- Neste verão, você me encontrará... lendo os livros e revistas que não tive tempo de ler durante o ano.

- Melhor coisa de estar vivo em 2016: poder encontrar e conversar com pessoas inteligentes e sensíveis (as poucas que ainda restam).


- Pior coisa de estar vivo em 2016: ver os fenômenos de negação da realidade e desonestidade intelectual se espalharem pelo país e mundo.



- Neste verão, você me encontrará... duvidando de tudo que vejo, ouço e também de tudo o que acredito.
    - Melhor coisa de estar vivo em 2016: começar a ler o romance "Pureza", de Jonathan Franzen, e esperar para ler o novo romance de Jonathan Safran Foer, "Here I Am".
      - Pior coisa de estar vivo em 2016: ver o declínio do jornalismo no Brasil e a vitória de Trump nos EUA.
        - Texto que adorei ter lido no MM em 2016: "Princípio de corrupção"


        (MM)

        quarta-feira, 26 de agosto de 2015

        MM no MC


        (Foto do Marcos Alexandre, da Fan Page do programa)

        A indicação, por Caio Blinder, de “Os Melhores Textos do Mínimo Múltiplo”, no “Manhattan Connection” de 28/06, foi um orgulho, é claro, deste site e meu, seu editor e também o organizador do livro. Desnecessário contar, aqui, como iniciou minha admiração pelo programa – o texto de abertura da entrevista com o Caio dá conta disso. Conforme digo ali, assisto ao “Manhattan” desde os tempos de GNT, em que a (até meio saudosa) vinheta de abertura era aquela da música de “letra” indecifrável. A entrevista de 2009 foi a “oficialização” dessa relação, e a aparição do livro nas mãos de Caio, na bancada, seu ápice...

        O programa, de lá para cá, nunca deixou de aparecer nos textos do
        MM. Citei o Lucas Mendes aqui (2010), contestei os “críticos” do programa aqui (2014), para dar só dois exemplos. Mas não sou o único a tê-lo como referência: outros colunistas e colaboradores do site, igualmente. A esses colaboradores que respondo, quando perguntam sobre quão “acessíveis” são Caio e Lucas, que as trocas de e-mails com eles são sempre muito amigáveis. Ambos já avaliaram bem o MM, e, por isso, incluí seus nomes entre os dos grandes profissionais que nos incentivaram nesses sete anos, em meu texto de Apresentação, no livro.

        O “Manhattan” é, ainda, o único programa que paro para assistir na TV (séries e outros conteúdos, geralmente vejo no computador). É verdade que ele, aos poucos, mudou. Lúcia Guimarães, integrante da mesa entre 2002 e 2008, trazia mais matérias sobre jazz e artes visuais; Pedro Andrade, seu sucessor, aborda mais cinema e cultura pop. As pautas sobre política e economia eram menos numerosas, o que permitia a Caio, Ricardo Amorim e Diogo Mainardi se “enfrentarem” mais longamente nos debates. Diogo, afora isso, era mais disposto às suas provocações e ironias; ainda não tinha o “cansaço” que ele, em 2013, nos 20 anos do programa, usou como explicação para sua acidez hoje menor. Mas eles têm-se aberto mais a entrevistas ultimamente (tanto que uma das edições que mais repercutiram, mesmo que por ação dos detratores, foi a da conversa com a dona daquela rede de lojas, ano passado), e mantêm a conjugação de alto nível intelectual com informalidade – o programa é “desabotoado”, falava
        Francis –, além do esmero na seleção de temas. Não são muitos os programas em que se discute “Ulysses”, como discutiram há não muito tempo. Em que se comenta a poesia de Dylan Thomas, como no mesmo programa do dia 28. Em que se fala dos fatos políticos e econômicos com... qual é mesmo aquela palavra? Densidade. Em que se abordam efemérides históricas com... qual é aquela outra? Conhecimento. O “Manhattan” é, há 22 anos, a ilha de sofisticação, humor inteligente e jornalismo culto em meio ao oceano de mediocridade da TV brasileira. Foi um prazer e uma honra ver nele a indicação da nossa coletânea, reconhecimento que se soma aos feitos por Correio do Povo e Continente Multicultural, entre outros. A audiência deste “fanático seguidor” do programa continua garantida.

        (Lucas Colombo)

        terça-feira, 30 de junho de 2015

        No Manhattan Connection



        Depois de aparecer, na semana passada, na redação de Nova York da GloboNews, nossa coletânea "Os Melhores Textos do Mínimo Múltiplo" foi indicada por Caio Blinder, no Manhattan Connection do último domingo, 28/06.

        Aqui, MM também na TVE, na Continente e no Correio do Povo, entre outros.

        (Lucas Colombo)

        quinta-feira, 25 de junho de 2015

        Na tela da GloboNews


        (Nosso colaborador Jeison Karnal fez o registro)

        "Os Melhores Textos do Mínimo Múltiplo" apareceu na estante ao lado do jornalista Jorge Pontual, correspondente da GloboNews em Nova York, na edição de ontem do programa GloboNews em Pauta.

        (Lucas Colombo)

        quarta-feira, 1 de abril de 2015

        Livro por aí


        Entrevistas, reportagens e comentários veiculados até agora na imprensa sobre "Os melhores textos do Mínimo Múltiplo".

        - No programa Estação Cultura, da TVE-RS, 12/01:



        - No Caderno de Sábado do jornal Correio do Povo, 17/01:


        "Uma seleção de textos do site jornalístico Mínimo Múltiplo (minimomultiplo.com) virou livro. 'Os Melhores Textos do Mínimo Múltiplo' (Bartlebee) tem organização do fundador, editor e colunista do site, Lucas Colombo. A obra é dividida em quatro temas: Artes, Jornalismo/Comunicação, Política, Mundo & Afins e Entrevistas. Nos 25 textos, estão resenhas de livros, críticas de filmes, observações do cotidiano feitas por colunistas e colaboradores do site. Entre as entrevistas, estão algumas bem interessantes, como as com Caio Blinder e Daniel Piza, morto no fim de 2011."


        - No programa Conexão Unisinos, da TV Unisinos, 22/01:




        - No site da Revista da Cultura, 30/01;


        - Na seção Indicações da edição de fevereiro da revista Continente Multicultural:



        Para ir acompanhando as notícias sobre o livro, você pode seguir nossa fan page e nosso twitter.

        (Lucas Colombo)

        sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

        Estão todos convidados








        - O livro já pode ser comprado nos sites da Livraria Saraiva e da editora.


        (Lucas Colombo)

        quinta-feira, 20 de novembro de 2014

        Multiplicações



        "Que o Mínimo Múltiplo conte seis anos de existência é motivo de surpresa para muitos, tendo em vista o sem-número de sites e blogs jornalísticos que param depois de pouco tempo. Mas já contamos, sim, meia dúzia de anos a tentar praticar um jornalismo cultural abrangente, denso e provocativo, hoje, infelizmente, tão fora de moda – feito grandes escritores, músicos... Nada de rabugice: do ponto de vista espiritual, nossos tempos não animam muito, mesmo. No MM, porém, buscamos fazer nossa parte e desviar da avalanche de futilidades, “leveza” e parco conhecimento que toma cada vez mais a imprensa nacional e mundial, principalmente a on-line. Se conseguimos ou não, profissionais de renome já responderam afirmativamente, com o endosso de muitos leitores. Agora, os desta coletânea poderão opinar também".

        - Texto da contracapa (uma parte da Apresentação, escrita por mim) de "Os melhores textos do Mínimo Múltiplo", lançamento da Bartlebee. Sim, uma seleção do melhor já produzido por nossos colunistas e colaboradores sairá em livro! Organização minha, texto de orelha de Sérgio Rodrigues, capa de Herbert Bender. Mais informações em nossa recém-inaugurada fan page no Facebook, no nosso twitter e aqui, em breve.

        (Lucas Colombo)

        segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

        Editor's choice


        Para este editor, o que de melhor o MM publicou em 2013, em ordem cronológica:

        - "Reis magos Blues" (seção Toca-disco), by Moziel T. Monk
        - "Nem mesmo o amor", by Muriel Paraboni
        - "Chet", by Lucas Colombo
        - "Casa" (seção Enquadramentos), by Marcelo Donadussi
        - "Personagens brasileiros, 2013", by Lucas Colombo
        - "Livros sobre o mensalão" - I, II e III, by Rafael Fais
        - "Visões do ano", by Lucas Barroso
        - "Jornalismo em 2013", by Rafael Fais

        Feliz 2014.

        (Lucas Colombo)

        sexta-feira, 16 de agosto de 2013

        "Virose", de Lucas Barroso


        "O ser humano é, antes de tudo, um crédulo. Não estávamos em 1918, quando a “gripe espanhola” matou dezenas de milhões no mundo inteiro e até um presidente eleito, no Brasil. Estávamos um século de evolução da medicina à frente. Mesmo assim, houve alarmismo quanto à “gripe A”. Os mais informados e céticos afirmavam que existiam, é claro, motivos para preocupação, mas não para paranoia. As pessoas, porém, acreditaram que era algo seriíssimo. As pessoas gostam de acreditar. Aulas suspensas, frascos de álcool-gel em bolsas e pastas, filas para exames. Tudo isso para, pouco depois, os “especialistas” concluírem que a doença tinha a mesma gravidade da “gripe comum” e, inclusive, o mesmo índice de letalidade. Pois é.

        A histeria e o exagero humanos, contudo, sempre podem ser denunciados, e é muito bom quando isso acontece via arte. Neste romance, por exemplo, acontece. Lucas Barroso, jornalista, está atento aos fatos, incluindo os superdimensionados. E usa-os muito como mote para o seu trabalho também de escritor. “Virose” é seu título de estreia e remete, sim, à epidemia de 2009. Mas ‘virose’ também está aqui no sentido metafórico... o leitor perceberá, assim como as alusões a outros fatos recentes, a exemplo dos oriundos das relações internacionais e da lamentavelmente sempre atuante indústria das celebridades. E aquele mais atento também saberá identificar, na prosa de Barroso, as prosas que o influenciaram: a de Nelson Rodrigues – períodos curtos, ágeis; diálogos realmente próximos da fala popular – e as de John Fante e Charles Bukowski – situações que envolvem sexo, álcool e violência; personagens losers e/ou outsiders –, para citar só três. Notará ainda a proximidade da estrutura da trama, a ligar personagens de lugares e condições distintos, com a dos filmes do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu.

        As referências de Barroso, enfim, são várias; afinal “nenhum homem é uma ilha”, sentenciou o grande poeta. Mas ele consegue pôr tudo no liquidificador e adicionar, é claro, um tempero pessoal. A narrativa é fragmentada, ora vai em primeira pessoa, ora em terceira, e carrega uma história cuja densidade não se revela de imediato. O leitor, se não for dos apressados, saberá adiante nas páginas que o estilo “filme policial” dos primeiros capítulos explica-se. E verá que os personagens são vívidos, com sutilezas psicológicas, e que o autor é capaz de observações sagazes sobre seus comportamentos. Nas entrelinhas, encontrará ainda críticas pertinentes à sociedade brasileira, como no caso da passividade e da elasticidade ética. “Virose” é um livro ensimesmado e conectado ao mundo, ao mesmo tempo. Olha para dentro e para fora. Como todo bom romance. Nisso, pode-se acreditar."


        - Texto que redigi para a orelha de "Virose", primeiro romance do nosso colaborador Lucas Barroso. O livro sai pela Bartlebee e já está à venda nos sites das livrarias Saraiva e Cultura.

        (Lucas Colombo)

        terça-feira, 8 de janeiro de 2013

        Pergunta fundamental


        "Uma vez perguntaram a Louis Armstrong o que era jazz, e o grande Satchmo respondeu: “Se você precisa perguntar, não vai entender nunca”. Às vezes me pergunto se a mesma resposta não valeria para a pergunta “por que escrever?”. Mas, quando se lêem as frases tão diligentemente colhidas para este livro, descobre-se que tentar responder é tão natural e produtivo quanto querer perguntar. Talvez haja uma diferença entre música e literatura aí: aquela se afirma imediatamente, pela força de sua própria imaterialidade; esta precisa ser sempre posta em dúvida, senão não terá sua força própria. Literatura nasce da autocrítica, e é por isso que este volume é indispensável: autocríticas só fazem sentido quando partem da pergunta fundamental."

        - Para lembrar novamente Daniel Piza, morto há um ano: trecho da Introdução escrita por ele para o livro "Por que escrevo?", organizado por José Domingos de Brito, do site Tiro de Letra, que linca para nós.

        (Lucas Colombo)

        segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

        Editor's choice


        O que de melhor o MM publicou em 2012, na visão deste editor. Em ordem cronológica:


        - "Estradas e caminhos" (seção Enquadramentos), by Danny Bittencourt
        - "Uma lágrima para Daniel Piza", by Lucas Colombo
        - "Kubrick", by Leandro Schallenberger
        - "Ensaio sobre o Facebook", by Rafael Fais
        - "Os desastres da guerra", by Lucas Colombo
        - "Lobos e tijolos", by Fabiano Schüler
        - Especial "O Mensalão e Nós": "Papo jovem", by Lucas, "O saque", by Rafael, e "Fragmentos de um julgamento", by Leandro
        - "2012, o fim do mundo", by Lucas Barroso

        - Aqui no blog: série "Quem fez minha cabeça"

        Feliz 2013.

        (Lucas Colombo)

        segunda-feira, 22 de agosto de 2011

        "Jornalismo cultural: prática, discussão, discussão da prática"


        (clique para ampliar)


        A partir do próximo sábado, 27/08, eu e Leandro Schallenberger ministraremos novamente o curso de extensão em Jornalismo Cultural, na Unisinos, em São Leopoldo (RS). Clique aqui para acessar o programa e fazer a inscrição. As matrículas estão abertas até a próxima quarta-feira, 24.

        (Lucas Colombo)

        segunda-feira, 23 de agosto de 2010

        "Jornalismo cultural: prática, discussão, discussão da prática"


        (clique para ampliar)


        Caríssimos leitores,

        este é o curso de extensão em Jornalismo Cultural que
        eu e o Leandro Schallenberger ministraremos na Unisinos (São Leopoldo/RS), a partir do próximo sábado, 28/08. Serão dez aulas, ao todo. Para conhecer detalhes do programa e fazer a inscrição, que vai até quarta-feira, 25, clique aqui.

        O valor está atraente, e temos planejado aulas bacanas. Participem. Será um prazer trocar experiências e ideias sobre esse campo rico em possibilidades que é o jornalismo cultural.

        (Lucas Colombo)

        quarta-feira, 4 de agosto de 2010

        Programação de agosto do Nomes & Obras e do Palavra Composta


        Aqui está a programação de agosto do Palavra Composta e do Nomes & Obras, os eventos do MM em parceria com a livraria Letras&Cia. A agenda do mês será aberta com um Nomes & Obras, excepcionalmente amanhã, dia 5. O convidado será o jornalista e escritor Laurentino Gomes, autor do sucesso de vendas “1808”. Ainda em agosto, dia 19, receberemos o também jornalista e escritor Leandro Narloch, responsável por outro trabalho de repercussão: o “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”. No Palavra Composta, teremos cinema e anos 2000...

        Confira os horários e outras informações abaixo. A entrada e o estacionamento continuam gratuitos. Nos vemos lá. Grande abraço, e até amanhã! (Lucas Colombo)


        Amanhã, dia 5 (*excep. quinta-feira, 10h30min): Nomes & Obras – com Laurentino Gomes
        O jornalista e escritor bate um papo com o público sobre seu trabalho e os acontecimentos históricos que relata no livro “1808”.


        Dia 10, 18h: Palavra Composta – Anos 2000
        Discussão sobre alguns fatos marcantes da década que se encerra. Atentados terroristas. Crise financeira. Ascensão dos BRICs. Predomínio da internet.
        Convidados – Leandro Demori (da Itália, via webcam): jornalista, freelancer de veículos do Brasil e do exterior, especialista em Investigação, Máfia e Sistemas Criminais pela Associação de Jornalismo Investigativo de Roma.
        Luiz Antônio Araújo: jornalista, editor do jornal Zero Hora, autor do livro “Binladenistão” (2010).


        Dia 19 (*excep. quinta-feira, 18h30min): Nomes & Obras – com Leandro Narloch
        O jornalista e escritor, autor do “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”, conversa com a plateia sobre as amarras do pensamento “politicamente correto” e reformulações da História nacional.


        Dia 24, 18h: Palavra Composta – Cinema argentino x Cinema brasileiro
        Debate sobre as qualidades dos filmes argentinos não encontradas nos brasileiros. Diferenças de produção, temáticas e abordagens. Aspectos culturais dos dois países que podem explicar as características de seus cinemas.
        Convidados – Flávio Guirland: resenhista e editor da revista Teorema, diretor dos curtas-metragens “João” (2003) e “Odeon” (2007).
        Alexandre Derlam: publicitário, colaborador do site Cine Ronda, diretor de cena, autor do documentário “Papão de 54” (2005).

        Curadoria e mediação: Lucas Colombo, editor e colunista do Mínimo Múltiplo


        Serviço
        Palavra Composta e Nomes & Obras
        Quando: toda terça-feira, de junho a setembro, às 18h
        Onde: livraria Letras&Cia. (Osvaldo Aranha, 444, Porto Alegre)
        Realização: MínimoMúltiplo.com e Letras&Cia.
        Entrada e estacionamento (Osvaldo Aranha, 420) gratuitos

        terça-feira, 20 de julho de 2010

        Programação do Palavra Composta e do Nomes & Obras - segunda quinzena de julho


        Abaixo, você confere a programação, para esta segunda quinzena de julho, do Palavra Composta e do Nomes & Obras, eventos promovidos pelo MM em parceria com a livraria Letras&Cia. A agenda do mês foi aberta no dia 5, quando recebemos o escritor
        Daniel Galera no Nomes & Obras.

        O horário, agora, é 18h. A entrada, é claro, segue gratuita.
        Toda terça-feira, até setembro, estaremos lá. Até mais, na livraria!
        (Lucas Colombo)

        Hoje, dia 20: Palavra Composta – Eleições 2010
        Discussão sobre as eleições presidenciais deste ano, vistas como as mais importantes desde a de 1989. Os pontos fortes e fracos dos principais candidatos. O peso da macroeconomia na eleição. Problemas brasileiros que deveriam ser mais bem abordados nas campanhas.
        Convidados - Paulo Moura: cientista político, professor da Ulbra, consultor de comunicação e marketing político em campanhas eleitorais.
        Andreas Müller: jornalista, editor da revista Amanhã - Gestão, Economia e Negócios.


        Dia 27: Nomes & Obras – com Antônio Xerxenesky
        O escritor e editor, autor de “Areia nos Dentes” (romance), conversa com o público sobre prosa ficcional e edição literária.

        Curadoria e mediação: Lucas Colombo, editor e colunista do Mínimo Múltiplo


        Serviço
        Palavra Composta e Nomes & Obras
        Quando: toda terça-feira, de junho a setembro, às 18h
        Onde: livraria Letras&Cia. (Osvaldo Aranha, 444, Porto Alegre)
        Realização: MínimoMúltiplo.com e Letras&Cia.
        Entrada e estacionamento (Osvaldo Aranha, 420) gratuitos

        sexta-feira, 2 de julho de 2010

        "Blog x Twitter" no Palavra Composta



        O último - e bacana - Palavra Composta de junho, realizado terça-feira, discutiu a situação dos blogs, que, conforme alguns especialistas, estariam em
        "agonia" frente ao advento do Twitter, do Facebook e de outras redes sociais. O editor e colunista do MM, Lucas Colombo, mediador dos encontros, recebeu para a conversa na Letras&Cia. o jornalista e tecnologista Bruno Galera, do brunogalera.com e do @bgalera, e a advogada Patrícia ("Ticcia") Antoniete Ferreira, do ticcia.com, do naodiscuto.com e do @ticcia.

        Para iniciar o debate, Lucas não pôde deixar de perguntar se Bruno e Ticcia haviam aderido ao "Cala boca, Galvão", a recente 'campanha' de twitteiros contra o narrador Galvão Bueno, da TV Globo. A resposta foi negativa, mas ambos concordaram que, mesmo já tomado de certo folclore, o fenômeno representou a capacidade da internet de dar voz a qualquer indivíduo que deseje se manifestar, do modo que quiser. Especificamente sobre o twitter, ainda, disseram achar exagerada a opinião do (muitas vezes, prolixo) escritor recentemente falecido José Saramago, citada por Lucas, segundo a qual o microblog reflete "a tendência ao monossílabo" contemporânea. Ter apenas 140 caracteres não quer dizer que a mensagem não tem conteúdo - foi ponto pacífico na mesa.

        Lucas lançou à discussão, também, uma análise do prof. Silvio Meira, blogueiro do Terra Magazine, para quem os blogs estariam "morrendo" porque não se tornaram o que prometiam, um espaço de reverberação e de abordagem de informações diferente da mídia 'tradicional', e viraram só "mais uma" plataforma, comentada apenas por amigos do dono. Bruno e Ticcia afirmaram que desconhecidos comentam mais seus posts do que amigos - e que, inclusive, já fizeram amizades por meio de seus blogs. Eles concordaram com o mediador que é muito simplista pensar que blogs sofrerão atrofia pelo simples fato de que se disseminaram: blogueiro que investe tempo e inteligência na sua página consegue leitores. Abrir um blog só por abrir, sem uma proposta ou sem ter de fato algo a dizer, é perda de tempo. Os convidados reconheceram, porém, que têm hoje dedicado mais atenção ao twitter do que ao blog. Ticcia fazia vários posts por dia e agora faz, em média, dois por semana, e Bruno simplesmente deixou de atualizar sua página, segundo ele por causa, sim, do twitter, no qual disse poder fazer o mesmo que fazia no blog, mas sem "enrolar". Ele, contudo, falou que espera o dia em que palavras como "blog", "twitter" e "internet" deixem de existir e que tudo vá convergindo numa coisa só.


        Também foi consenso na mesa que blog, hoje em dia, não é mais somente um "diário", uma página pessoal do autor: é uma mídia
        estabelecida, profissionalizada, que demanda tempo e trabalho. Para manter um, é preciso "sentar e escrever", diferentemente do twitter, empregado de forma mais espontânea e descompromissada. Conforme o mediador e os convidados, o "pensar em voz alta", por muitos considerada a definição de blogar, está migrando para o twitter. Manter um blog não é fácil, e é para quem pretende fazer um exercício mais elaborado, mais aprofundado.

        Sobre blogs que, na visão da jornalista Lúcia Guimarães, servem apenas como um "trenzinho elétrico do ego", por publicarem "relatos de viagens" e fotos de "animais de estimação" do autor, Ticcia declarou não ver problema nisso. Lembrou que, no seu blog, aborda desde "a morte do Saramago" até "a cor do esmalte" que está usando, e que cabe ao visitante selecionar o que deseja ler. Lucas e Bruno enfatizaram essa questão do discernimento do leitor.

        No final, antes de responderem a algumas perguntas da plateia, mediador e convidados trataram, rapidamente, da intenção dos candidatos à presidência do Brasil, nas eleições deste ano, de emular uma das estratégias da campanha de Barack Obama nos EUA (ou "mal emular", como falou Ticcia) e marcar presença em blogs, no twitter, no Facebook e no Orkut. Lucas afirmou não acreditar que isso dará certo no Brasil, no que foi apoiado por Ticcia e Bruno. Este, aliás, comentou que tal estratégia foi bem-sucedida com Obama porque ele é "nerd" e entendeu os recursos e o alcance da web, usando-a a seu favor. Ticcia concordou que José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva não parecem à vontade nesse meio e que podem até ser vítimas dele, ao postarem uma frase dúbia, por exemplo.

        O debate foi coberto em tempo real no twitter do blog JornalismoB.


        A próxima semana, claro, é de Nomes & Obras, e o convidado será um escritor que
        Bruno, inclusive, conhece bem: Daniel Galera, seu irmão. Autor de "Mãos de Cavalo" e "Cordilheira", ele apresentará seu novo trabalho, a HQ "Cachalote", e conversará com a plateia sobre prosa de ficção e traduções literárias. O encontro, excepcionalmente, ocorrerá na segunda-feira, dia 5, às 18h. Não percam.


        Serviço
        Palavra Composta e Nomes & Obras
        Quando: toda terça-feira, de junho a setembro, às 18h
        Onde: livraria Letras&Cia. (Osvaldo Aranha, 444, Porto Alegre)
        Realização: MínimoMúltiplo.com e Letras&Cia.
        Entrada e estacionamento (Osvaldo Aranha, 420) gratuitos

        quinta-feira, 1 de julho de 2010

        Na TVE


        Finalmente, disponibilizo aqui a entrevista que concedi ao programa Estação Cultura, da TVE-RS, no dia 31 de maio, véspera da estreia dos eventos do MM. Converso com o apresentador Newton Silva sobre o site e sobre o que me levou a promover a série de debates culturais e de bate-papos com escritores.




        Na mesma semana, também falei às rádios FM Cultura e Unisinos FM. A matéria feita pelo Portal3, da Unisinos, pode ser lida aqui, e a citação no Zero Hora de 7 de junho, aqui.

        (Lucas Colombo)

        sexta-feira, 18 de junho de 2010

        Palavra Composta sobre Nelson Rodrigues



        Nelson Rodrigues foi o tema do Palavra Composta dessa semana, realizado excepcionalmente na segunda-feira, 14. Para falar da obra do maior dramaturgo
        brasileiro, morto há 30 anos, o editor do MM e mediador dos encontros, Lucas Colombo, recebeu o escritor e resenhista de cinema Rodrigo Rosp e o ator e diretor Roberto Oliveira.

        Antes de iniciar a conversa, para que a plateia 'entrasse' no universo do autor, Lucas exibiu o episódio "A Esbofeteada", da série "A Vida como Ela é", produzida pela TV Globo em 1996. A emissora adaptou alguns dos contos diários publicados por Nelson no jornal Última Hora, na década de 1950, em que ele tratava de adultério, crimes passionais, neuroses e taras, temáticas constantes em sua obra. Depois, o mediador abriu a discussão com a ideia de que Nelson, como Machado de Assis, descortinou o comportamento brasileiro; revelou a hipocrisia, as frustrações e os desejos escondidos sob o clichê do "povo pacífico e simpático". Rodrigo e Roberto concordaram com o comentário e que é exemplo disso o caso da moça hostilizada na universidade, em SP, por ter ido à aula de minissaia, no ano passado. Nelson revelava que há sentimentos destruidores por baixo do manto brasileiro da "harmonia".

        Especificamente sobre o trabalho dramatúrgico do autor, Roberto explicou por que "Vestido de Noiva", de 1943, inovou o teatro brasileiro: a ação desenvolve-se em três planos, realidade, alucinação e memória, com as informações, assim, sendo fornecidas ao público de forma não-linear. Tal estética de fragmentação de tempo e espaço já era praticada por autores americanos e europeus, mas, no Brasil, foi Nelson quem a introduziu. Ele ainda inaugurou o diálogo coloquial e direto no teatro brasileiro, como frisou também Roberto. Já Rodrigo, a respeito dos personagens de Nelson, disse que estes são, à primeira vista, estereótipos: o grã-fino devasso, a falsa beata, a solteirona reprimida. Com o desenrolar do enredo, porém, vamos vendo que não são estereótipos "de telenovela": eles sempre têm algo por trás, sentimentos escondidos, que os tornam complexos. Essas várias "camadas" dos personagens, conforme completou Roberto, fazem da sua representação um desafio aos atores.

        Lucas citou dados biográficos do dramaturgo e escritor que podem ter contribuído para a sua visão trágica da existência: Nelson gostava de faltar à escola, quando criança, para ir a velórios; presenciou o assassinato do irmão; teve um filho preso pela ditadura. O mediador também leu aforismos rodrigueanos célebres e trechos mordazes de crônicas de "O Óbvio Ululante", um dos livros mais conhecidos do autor. No 'embalo', Roberto leu uma passagem de um ensaio sobre o dramaturgo, e Rodrigo, parte de um diálogo de "Bonitinha, mas Ordinária", peça de 1962. No final do debate, foi impossível não lembrar, em plena Copa do Mundo, que Nelson foi igualmente o grande cronista do melhor momento do futebol brasileiro, 1958-1970. Criou expressões e tipos memoráveis, como o "Sobrenatural de Almeida" e a "Grã-fina das narinas de cadáver".

        * * *

        Na próxima semana, de volta à terça-feira, dia 22, às 17h30min, teremos um Nomes & Obras. A contista Monique Revillion, autora de "Teresa, que esperava as uvas", falará de seu livro e de narrativas curtas com o público. Até lá.


        Serviço
        Palavra Composta e Nomes & Obras
        Quando: toda terça-feira, de junho a setembro, às 17h30min
        Onde: livraria Letras&Cia. (Osvaldo Aranha 444, Porto Alegre)
        Realização: MínimoMúltiplo.com e Letras&Cia.
        Entrada e estacionamento (Osvaldo Aranha 420) gratuitos

        quarta-feira, 9 de junho de 2010

        Fabrício Carpinejar no Nomes & Obras




        O bate-papo com Fabrício Carpinejar, na primeira edição do Nomes & Obras, ontem, na Letras&Cia., foi animado. A pedido do mediador, o editor
        do MM Lucas Colombo, o escritor começou falando de sua recém-lançada coletânea de crônicas "Mulher Perdigueira", em que, no texto que dá título ao livro, ele defende a mulher "possessiva", que "arde de ciúme" e não tem pudores de se mostrar preocupada com o ser amado. Nesse sentido, Carpinejar explicou à plateia que são exacerbação de afeto, e não ciúme doentio, atitudes como vigiar o Orkut do namorado ou telefonar a cada 15 minutos. Já o oposto da "perdigueira", segundo o poeta e cronista, seria a mulher "que se faz de vítima" - aquela que afirma "ter deixado de lado muita coisa" para ficar com o namorado/marido.

        Na sequência, Lucas mencionou a inserção de Carpinejar numa lista da revista Época, de 31 de maio, que apontou "27 personalidades influentes da internet". O autor de "www.twitter.com/carpinejar", livro em que re-publicou seus aforismos postados no microblog, elogiou a concisão exigida pela ferramenta e, ajudado pelo mediador e pelo público, citou alguns traços que identificariam um twitteiro "chato".


        Sobre seu trabalho na poesia, perguntado se essa forma literária "vendia" - seu livro de poemas "Cinco Marias", de 2004, passou de cinco edições -,
        Carpinejar frisou que vende, sim, mas venderia muito mais se os leitores encarassem poesia de um jeito mais despreocupado, mais próximo, sem pensar que, para frui-la, é preciso "estar de férias". O convidado disse ainda já ter lido traduções de poemas dele, e gostado, e que concorda com a máxima do americano Robert Frost, segundo o qual "poesia é o que se perde na tradução".

        Carpinejar também afirmou ter recebido tranquilamente a opinião negativa do crítico Wilson Martins, que faleceu neste ano, sobre seu trabalho ("Ele não elogiava ninguém com menos de 40 anos", ironizou), e que não considera "Alguma Poesia", publicado há 80 anos, o melhor livro de Drummond, e sim "Claro
        Enigma", de 1951 - no que foi apoiado pela plateia. O poeta respondeu bem-humoradamente à série de perguntas que Lucas brincou ter elaborado "com muita originalidade e criatividade", como "Se você não fosse escritor, o que gostaria de ser?" ("Gigolô", respondeu) e "O que mais gosta de escrever: poemas, crônicas ou aforismos?" ("Bilhetes pro meu filho"). Apresentado pelo mediador a números de uma pesquisa de alcance nacional que revelava que 60% dos brasileiros não têm costume de ler livros, Carpinejar declarou que a leitura deve ser incentivada desde cedo, pelos pais, inclusive com jornais e revistas, e que crianças deveriam escrever poesia na escola, para, como disse antes, ter uma relação mais próxima com o gênero.

        Para terminar, o escritor, também comentarista de futebol, deu palpite sobre a Copa do Mundo. Ele acredita que o Brasil não passa da primeira fase. Lucas apostou que cai nas oitavas-de-final. A plateia se dividiu. E você, leitor, acha que a Seleção vai até onde? - pode responder à nossa enquete, na página inicial do MM.


        A próxima semana é de Palavra Composta, e o evento, inclusive, ocorrerá excepcionalmente na segunda-feira, dia 14, às 18h, pois na terça haverá jogo
        do Brasil na Copa do Mundo. E o tema será a obra e as ideias de um sujeito que gostava muito de futebol: Nelson Rodrigues. Para falar do maior dramaturgo brasileiro, morto há 30 anos, receberemos o escritor Rodrigo Rosp e o diretor Roberto Oliveira. Não percam.


        Serviço

        Palavra Composta e Nomes & Obras
        Quando: toda terça-feira, de junho a setembro, às 17h30min
        Onde: livraria Letras&Cia. (Osvaldo Aranha 444, Porto Alegre)
        Realização: MínimoMúltiplo.com e Letras&Cia.
        Entrada e primeiro café gratuitos


        segunda-feira, 7 de junho de 2010

        Programação de junho do Palavra Composta e do Nomes & Obras


        Fiquei devendo a programação de junho, em detalhes, do
        Palavra Composta e do Nomes & Obras, os eventos promovidos pelo MM em parceria com a livraria Letras&Cia. Nossa estreia foi na última terça-feira, com um Palavra Composta sobre bairrismo gaúcho. Amanhã, dia 8, é a vez de o Nomes & Obras dar as caras, tendo como convidado o escritor Fabrício Carpinejar. Eis aí os próximos encontros. Até lá! (Lucas Colombo)

        Dia 8: Nomes & Obras – com Fabrício Carpinejar

        O poeta e cronista apresenta
        seu novo livro, a coletânea de crônicas “Mulher perdigueira”, e bate um papo com a plateia sobre seu trabalho e sobre literatura.

        Dia 14 (*excep. segunda-feira, 18h): Palavra Composta – Nelson Rodrigues

        Discussão sobre a atualidade da obra e das ideias do maior dramaturgo brasileiro, trinta anos após sua morte. A agudeza de suas peças, contos, crônicas e aforismos. O homem que foi “revolucionário” para o teatro sendo “reacionário” para a moral.
        Convidados – Roberto Oliveira
        : coordenador do Depósito de Teatro (P. Alegre), ator, diretor de montagens de textos de Nelson Rodrigues, como “O Casamento”.
        Rodrigo Rosp: editor, resenhista de cinema e escritor, autor de “A virgem que não conhecia Picasso” e “Fora do lugar” (contos).

        Dia 22: Nomes & Obras – com Monique Revillion

        A escritora, autora de “Teresa, que esperava as uvas” (contos), fala de seu livro e de narrativas curtas com o público.


        Dia 29: Palavra Composta – O futuro dos blogs, em tempos de twitter e Facebook

        Conversa sobre a propalada “agonia” dos blogs. A ascensão do twitter e de outras redes sociais, como o Facebook, para as quais muitos blogueiros têm migrado. O “encanto” dos blogs está diminuindo? Para produção de conteúdo amador, o auge deles já passou?

        Convidados –
        Bruno Galera: jornalista, tecnologista, ex-integrante dos coletivos de blogs Exquisite e Insanus, autor do brunogalera.com.
        Patrícia Antoniete Ferreira: advogada, colaboradora de sites, autora do ticcia.com e do naodiscuto.com.

        Curadoria e mediação: Lucas Colombo, editor e colunista do Mínimo Múltiplo



        Serviço

        Palavra Composta e Nomes & Obras
        Quando: toda terça-feira, de junho a setembro, às 17h30min
        Onde: livraria Letras&Cia. (Osvaldo Aranha 444, Porto Alegre)

        Realização: MínimoMúltiplo.com e Letras&Cia.
        Entrada e estacionamento gratuitos